segunda-feira, 4 de agosto de 2008

.· ... É MUITA caridade ·.

Aproveitando os embalos do fim de semana resolvi dar um update no flog e blog. Claro que tive uma inspiração. Mas vamos deixar isso como INterna. Hwhwhw


Sou membro de carteirinha da commu: ‘Namorado(a) é que nem moda...‘ (depois que passa e você vê as fotos nem acredita que saiu com aquilo). Graças ao bom deus, não é regra da minha vida, mas as exceções são suficientes para bancar o avestruz.


Hoje parei para refletir rapidamente sobre algumas bizarrices do passado, não me atrevo a fazer um top 10, mas alguns valem destaque. Como dizem que não demos cuspir no prato que comemos, vou colocar apenas os que não comi. Hwhwhw.


Obs: lancei todos no myheritage (www.myheritage.com.br) pra dar uma noção da situação.

Caso 1: Uma paixonete que já cheguei a chorar; apesar de ter 2 anos a menos que eu, ainda tem alguns dentes de leite na boca e rendeu mês passado o seguinte comentário. “você já quis ficar com AQUILO?”

Obs: conheço pelo menos mais 2 pessoas que pensam a mesma coisa.

Resultado: Björn Ulvaeus

Caso 2: Confissão: Já fui dispensado por um cara por ser gay. (sim é preciso ler mais que uma vez para entender... eu ainda não entendi. Hwhwhw)

Caso 3: eu já quis namorar um bruxo. Gatinho. Literalmente, mas devido a uma convenção de bruxos em são paulo, não pudemos nos encontrar e acabei voltando para um ex. (que por sinal deveria ter lugar cativo nessa lista!)

Resultado: mistura de Tom Cruise com Zach Braff.

Caso 4: Uma mistura de Nerso da Capitinga com cruz-credo. Ex-amigo foi me cumprimentar na balada com uma lambida na orelha. Virou a cara comigo porque não quis ficar com ele (detalhe, não fazia 1 semana que meu ex tinha terminado comigo).

Resultado: eu até tentei aquele Myheritage nele, mas deu ‘impossível detectar o rosto’. Vai vendo...

Caso 5: Um baita Don Ruan: quase me conquistou recitando Shakespeare ao som do violino... só não conseguiu porque utilizava a mesma tática com um dos meus melhores amigos, ao mesmo tempo... (das zilhões de mentiras que contou, só foram superadas pelas mentiras de um ex.ladrão que tive que deveria estar no TOP 3 dessa lista).

(In)felizmente a lista não para por aí... e ainda fica mais cômica a cada vez que paro para pensar...

Moral: “ Ex-qualquer-coisa é que nem moda: ddepois que passa e você vê as fotos nem acredita que saiu com aquilo!”

Próxima pauta: “Inquilinismo social”


segunda-feira, 7 de julho de 2008

.· Bonzinho só se fode ·.

Faz tempo que queria postar algo nesse assunto, esta noite estou particularmente inspirado...

O título diz tudo. Quem acha que não, vai falar com o metalúrgico que foi espancado só porque denunciou uma roda de crack no banheiro da boate, ele já saiu do coma enquanto que seus agressores respondem em liberdade. Liberdade dada a esmagadora criminalidade que assola por todos os lugares. Em nossas casas, em nossos escritórios, nas ruas, à noite, de dia.

Vamos listar alguns exemplos simples que presenciamos DIARIAMENTE e, como a quase totalidade, permanecemos inertes.
- Escola: quem nunca colou ou passou cola na vida? Agora expanda isso para concursos públicos, informações sigilosas. Será que Catiola passava ‘cola’ também?
- Trabalho: quem nunca imprimiu um documento pessoal no serviço ou utilizou do telefone da empresa ou internet por motivos pessoais? Agora expanda isso para as esferas do governo. Se eu posso usar do dinheiro da empresa para meus interesses por que os políticos não podem fazer o mesmo?
- Família: quem nunca mentiu para os pais para sair com os amigos? Agora expanda isso para a sociedade. Se eu posso quebrar as regras de casa, por que devo seguir as leis da sociedade? Posso sair impune se fizer ‘direito’.

Tive essa conversa a pouco:
[...]
- Tem que saber a hora de ser bonzinho e a hora de ser esperto
Eu: Espero no Brasil é sinônimo de malandro.
- Não diria malandro, mas tem que ter bastante malícia
Eu: Malícia não é substantivo de malicioso?
- Sim
Re: ...e malicioso não é aquele que causa o mal através da enganação?
[...]

Pessoalmente acho dramaticamente cômico como os valores sociais vão de remodelando em paralelo ao oportunismo.

No meu universo vejo:
- Vejo a mim sendo ‘passado a perna’ por pessoas que possuem comportamento ético e moral socialmente discutíveis.
- Vejo pessoas próximas presas em micro-universos sociais se preocupando com seus umbigos ou umbigos de desconhecidos.
- Vejo que a esperteza maliciosa supera a simplicidade e bondade.

O que posso dizer: Bem vindo a nova era! Mas ainda bato de frente o antigo ditado ‘se não pode vencê-los, junte-se a eles’.

Moral: “Bonzinho só se fode!”

Próxima pauta: “Inquilinismo social”

quinta-feira, 1 de maio de 2008

.· Madruga no Msn ·.

Essa madruga mereceu um break nas crônicas...

Bra-USA
- Chegou a sair ou não... ficou em ksa msm?
- Super, conheço já 5 filas de balada em bh
- que foda!
- pelo menos as fodas salvaram
- ele te fudeu em todos os sentidos...
- nesse fds prefiro escolher os sentidos...

No Sexshop virtual
- CINTO DE CASTIDADE MASCULINO: vc vai ganhar de 2 meses de namoro
- oi?
- LOVE SWING. Já super quero na minha varanda!
- q td!
- SEPARADOR PARA LÁBIOS VAGINAIS. Quer um?
- que site é esse gente?
- CHICOTE TIRAS COM CABO DE PÊNIS VERMELHO
- morri
- SEPARADOR DE PERNAS: estou rolando de rir...


Do outro lado do rio - II
- olha lah no blog
- tá evoluindo... antes era coca light
- eu detesto coca light, sempre detestei. tomava pq nao tinha opção
- loira!

Do outro lado do rio - II
- **** vem dormir comigo
- use camisinha
- não, NÃO!!!
- Ok, mas não deixa gozar dentro


Moral: “Pra que dormir?”

Próxima pauta: “Amigos de segundo grau”

terça-feira, 29 de abril de 2008

.· Falem bem, falem mal, mas não falem de mim ·.

A vida alheia sempre foi a principal temática de conversas desocupadas. Costumamos participar diariamente desses entrelaços sociais contribuindo com um segredo para que possamos integrar a certo grupo.
Tenho uma certa pessoa, que gosta de me classificar como amigo, que utiliza de certo artifício para se socializar com as outras pessoas. Aproveito para comentar que nosso relacionamento começou justamente devido a uma outra ‘fofoca alheia’, mas enfim.. Essa pessoa utiliza de fatos que descobre fuçando meus orkuts, blogs e flogs, ou até mesmo em conversas que supostamente seriam confidenciais para atrair pessoas em seu convívio. Imagine o grau de atenção que essa pessoa recebeu quando revelou para meio mundo sobre meus namoros. Em certo ponto eu até sinto um pouco de pena. O que seria dessa pessoa se eu não existisse? (fui irônico).
O fato é: como é engraçado tal comportamento. Falar dos outros, bem ou mal, virou uma tradição universal. Sentamos na hora do almoço na copa para falar mal de nossos chefes, nos reunimos na mesinha do café para comentar sobre aquele colega de trabalho folgado, da outra grávida solteira, da outra casada chifrada e assim vai. Somos movidos a novidades inúteis, buscamos saber mais para dividir com outros sobre coisas que não tem de fato interesse a ninguém. ARede TV funciona a fofoca, tamanho foi meu espanto ao passar pela sala as 7h da manhã e ouvir que tão cedo já havia fofocas e só acabam depois da bisca da Luciana tarde da noite...
Sem dúvidas esse foi o ápice da globalização. Não conseguimos viver sem os outros, não porque precisamos deles, mas precisamos saber sobre eles; inutilmente.

Moral: “se eu contar um segredo você promete contar para alguém?”

Próxima pauta: “Amigos de segundo grau”

sexta-feira, 18 de abril de 2008

.· Um brinde ao Capitalismo de Mercado ·.

Escrever é a forma mais tosca de se protestar; É o resultado da indignação passiva de uma questão pela qual dificilmente somos capazes de fazer algo a respeito e para abrandar pelo menos um pouco da ira buscamos exteriorizar pateticamente nossos pensamentos.
Nessas últimas 2 semanas eu presenciei um dos cúmulos da nossa querida sociedade moderna alijada dos pobres poderes capitalistas. Não faz nem duas semanas que um professor colega de trabalho meu faleceu e com sua morte foi salientada várias anomalias comportamentais dos seres humanos em relação ao trabalho e dinheiro.
Primeiro fomos apenas dispensados por 2 horas para poder velar o corpo voltando em seguida para o trabalho. Deixei de descansar para ir ao velório, mas a escola não deixou de funcionar por ser semana de pagamento de mensalidades dos alunos. Não só isso, mas também não tiveram a coragem de gastar com uma coroa de flores (já era de se esperar visto que ganhamos ovinhos de R$0,99 de páscoa). Mas o mais revoltante foi o fato de termos dado aula. Não pelo fato de querer velar, ou por não ter substituto ou pelas mensalidades, mas pelo simples fato que recebemos por hora e se não trabalhássemos receberíamos menos.
Maldito trabalho que fez com que nosso falecido José Asatto ficasse até tarde da madruga montando as aulas que no dia seguinte não poderia dar em vista de seu infortúnio enfarte.
O sr. José que uns chamavam de João por esquecerem seu nome. Ou até mesmo Toast, apelido carinhoso vindo da homofonia de seu nome em inglês.
A ele, Toast! Vai esse brinde. Esse post vai para você, que teve pouco tempo para nos mostrar quem era, mas que em sua ida nos mostrou quem nós realmente éramos: nojentos capitalistas!


Moral: “it’s all about the money!”

Próxima pauta: “Falem bem, falem mal, mas não falem de mim”

quarta-feira, 9 de abril de 2008

.· Leonino, vai encarar? ·.

Deixo claro que nunca fui muito de acreditar em Astrologia e afins, acho legal a associação entre o desejo do ser humano em ser auto-conhecer e a sensação reconfortante que um punhado de estrelas e cartas numa mesa oferecem. Mas uma coisa eu tenho que admitir, eu sou um leonino ESCARRADO. Quem não sabe, pegue um guia e leia, sou eu da primeira palavra até a última; defeitos e qualidades, anseios e emoções. Para reforçar isso tudo, ainda nasci no ano do cachorro no elemento água do horóscopo chinês, que também não deixa a desejar quando vem me definir.
Da teoria à prática, vamos entender melhor o que é um leonino e cachorro (no bom sentido é claro!)

Orgulho: questão de honra. Tudo que tem, fez e conquistou é visto como grandes vitórias. A satisfação é enorme!

Presunção: não importa quanta informação sobre um assunto tenha, sempre temos um output para isso. Logicamente o erro está quase que diretamente proporcional ao orgulho, neste caso... tem uma leve tendência à arrogância.

Egocentrismo: bom, há controversas, mas é o signo mais centrado em si mesmo. Tem uma brincadeira que um grande amigo usa pra definir outro que cabe exatamente no meu caso. Diálogo:
Alguém: Nossa o clima está feio, não?
Leonino: Eu estou feio?
O que leva ao próximo:

Superficialidade: Apesar de não ser tão marcante assim, uma definição que vi no começo do ano para os do signo do cachorro.
“Pessoas desse signo não fazem caridade, beleza é essencial”
Infelizmente isso é valido, não que seja o primordial. Não adianta, podem falar que a pêra portuguesa é boa, eu não como!

Humildade: o que é isso? é de comer?

Para aqueles que já desistiram dos relacionamentos com leoninos aqui segue a salvação:
Amizade: não há nada mais sagrado que uma amizade para um leonino, ele a defende com unhas e dentes, mas uma vez que pisou na bola, se fodeu, você passa a valer menos que bosta.

Generosidade: ela chega a ser até ingênua, é um dos pontos fracos dos leoninos.

Sexualidade: falando em pontos... esse é o centro! Quem já catou um sabe que na verdade foi catado, e muito bem catado, diga-se de passagem. Um beijo não é um simples beijo e sim uma cena Hollywoodiana. Sexo é um ritual com movimentos minuciosamente pensados.

O leonino é apaixonante! Quem nunca experimentou, não sabe o que esta perdendo...

Moral: “Cachorro late e more, leão também”

Próxima pauta: “Um brinde ao capitalismo de mercado”

sábado, 5 de abril de 2008

.· O macho por trás de todo gay ·.

Nem precisa dizer que eu já queria causar com o título né, mas o assunto é sério. Proclastinei o quanto pude para escrever esse texto porque queria que fosse algo forte e ao mesmo tempo construtivo, mas como as idéias não vieram que saia qualquer bosta mesmo.

Enfim, como comentei no poste anterior, tem que ser muito homem pra ser gay. Apesar da anacrônica dessa frase em relação ao comportamento indiscriminatório das sociedades da antiguidade, hoje damos face às contradições pseudo-conservadoras e hipocrisias da própria comunidade homoafetiva.

Hoje, coincidentemente, data o ínicio do meu primeiro namoro há 3 anos. Poucos sabem, mas meu primeiro namorado era um ex-gogoboy (nunca me canso de falar isso!) mas acima de tudo, ele também era um ex-homofóbico. Isso mesmo, o primeiro carinha que fez juras de amor para mim escachava bichinas nas ruas. Quem diria que alguns meses depois ele estaria pulando o muro de uma escolinha infantil para dar pra mim (sim foi assim que perdi minha virgindade).
Polemicas a parte, essa é uma triste realidade de nossa sociedade, muitos gays de armário têm comportamento homofóbico e pior, armam-se de frases machistas e comportamento estereotipado simplesmente porque é isso que a sociedade espera dele.
Isso me faz lembrar de um amigo meu e sua pseudo-namorada, gente, a menina é linda e mal sabe que o namorado dela já deu mais que ela. Triste saber que ele não assume justamente devido ao envolvimento da família com a igreja.
Não me sai da cabeça e me enche de lágrimas nós olhos uma vez que eu me ajoelhei no altar e chorando pedi a deus que fizesse com que eu gostasse de mulheres. Ou das várias vezes que eu me condenava por me masturbar pensando nos coleguinhas da escola.
Nem ele nem eu formos os únicos a passar por isso, nem preciso parar muito para conseguir completar os dedos da mão com o número de amigos e conhecidos em situações parecidas.
Demorou, mas depois de um penoso processo de transformação pude me aceitar e ser feliz do jeito que sou. Perdi vários amigos no processo, mas ganhei inúmeros outros. Cresci pessoalmente e aprendi os verdadeiros valores da vida. Quantos ainda estão na metade do caminho? Quantos ainda nem começaram? Quando nunca irão?
Semana passada conversei com um cara que, depois de vários minutos tentando convencer que eu não estava a procura de sexo casual descobri que ele precisava mesmo é de um amigo. Tirando quem ele trepava por aí (que sempre escolhia casados para sua própria proteção) ninguém mais sabia dele, nem o melhor amigo! Por quê? Simples fato: família importante na cidade (Onde já se viu um gay na família!!!).
Frases como ‘prefiro uma filha puta que lesbica’ ou ‘melhor ter um filho drogado que bicha’ não descem e me fazem comprar brigas (nem vale entrar nesse assunto, próximo poste). Nos meus meses de conselheiro (sim, já fiz isso tb!) ouvi muito disso e até de filhos expulsos da casa com a roupa do corpo.

Do triste ao cômico. Todos sabem que eu ADORO entrar em chat e passar por inúmeras personalidades que variam desde lésbicas até miches vendendo o corpo (rendem altas risadas!). A situ mais surreal que passei foi quando teclava com um cara com a extensão do nick ‘hxh’ (pra quem não entende é quando um cara quer arranjar outro pra trepar). Dentro da minha construção da personalidade, o meu eu lírico era um gayzinho discreto e boa pinta que freqüentava baladas gls e estava a procura de um carinha legal para amizade e algo mais... Anyway, onde está a graça? O hilário foi ter sido dispensado quando alegado que freqüentava lugares gls. Motivo: medo de ser tachado de gay.
Partindo para outra vertente, casamento. Conheço alguns gays casados com mulheres que, aliás meu primo é ate conhecido por catar os caras da vizinhança e depois fazer chantagem de contar para as mulheres (juro que não é de família). Abstrai. Por que falei isso? Ah! Porque tive já alguns casados no meu pé que não assumiam simplesmente pelo fato de ter filhos, respeito com a família, emprego em risco e uma porrada de motivos que quase me deixavam com peso na consciência quando postava “Don’t cha wish your girlfriend was hot like me” no flog. (deixando claro que nunca tive envolvimentos desse tipo).
São inúmeros casos, tristes e infelizmente freqüentes em nossa sociedade. Como citei um ex, vou aproveita pra falar de outro. Dá pra acreditar que um ex-boy meu fazia eu parar o carro duas esquinas da casa dele com medo que alguém nos visse? Fala sério né?
Enfim, quem já passou ou conhece alguém que tenha passado por algo parecido? Homofobia infelizmente é moda, uma moda presente até na comunidade gls. A culpa? Do armário!
Quantos sabem que mais de 30% dos universitário do Brasil são homo ou bissexuais? (pois bem, de uma nova olhada na sua sala...) e que esse número não cai para menos que 20% em relação a sociedade como um todo? Algo melhor ainda, 20% dos argentinos perderam a virgindade com um travesti (quantos não perceberam a diferença?). Tem gays pra dar com pau por aí, basta eles e elas serem homens e mulheres suficientes para dar a cara a tapa e lutar por seus direitos ao invés de entupir o orkut com profiles fakes a procura de relacionamentos superficiais numa tentativa de suprir o vazio emocional.
Uma música me faz pensar nisso tudo. Because of you da Kelly Clarkson. Quem já conhece, eu proponho escutar novamente com outros ouvidos. Tente projetar a letra nesta situação de negligenciado pela sociedade por ser ‘diferente’.

Enfim, o lance é, existe muito preconceito, muitas pessoas sendo desrespeitadas, humilhadas, espancadas e até mortas por encabrestamento cultural e medo social. Respeito ao próximo e acima de tudo a si mesmo.

A moral continua: “Pra ser gay tem que ser muito macho”

Próxima pauta: “Nunca brinque com um leonino”